terça-feira, 26 de julho de 2011

Mûnchen

Depois de conhecer um pouco do fantástico norte da Alemanha eu cheguei em Rothenburg ob der Tauber onde eu comecei a explorar um pouco do místico sul alemão. A maioria dos dias que eu peguei aqui no sul foram frios e molhados (o vento faz com que a chuva fique muito pior). Domingo passado (dia 17/julho) cheguei na estação central de trem de München às 23h31. Por sorte (ou talvez tenha sido frialmente calculado) o meu hotel ficava a apenas 5 quarteirões da estação. Mas estava chovendo tanto e eu estava tão cansada que eu peguei um táxi. Cheguei ao hotel, fiz meu check-in, subi com as minhas coisas, entrei no meu quarto e fiquei encantada! Além do hotel ser bonitinho, meu quarto faz parte da ala que foi reformada recentemente. Arrumei as minhas coisas, tomei um banho e fui dormir, pois eu queria acordar relativamente cedo no dia seguinte.



Por recomendações de familiares eu deixei para começar a conhecer München pelo Deutsches Museum. Eu comecei a visita pela seção marítima, então tinha miniaturas de navios para contar a história de viagens marítimas. Confesso que gostei muito desta parte do museu, pois é impressionante como os navios foram crescendo e mudando.






Depois eu fui para a seção da areonáutica. De novo eles tem diversas miniaturas, reproduções e até algumas originais, mas eu não achei muita graça nesta seção. O mais bonitinho era a miniatura de um avião do Santos Dumont (em compensação eles tinham 2 aeronaves do tamanho real dos irmãos Wright).




Depois da aeronáutica eu fui para a seção de astronomia. Continuei andando pelo museu, procurando algo que me interessasse. Acabei chegando na seção de imprensa. Lá eles tem uma cópia de uma prensa de Guttenberg, mas eles possuem diversas outras máquinas que mostram a evolução da imprensa (confesso que foi a sala que eu mais gostei no museu).



Esta foto é uma reprodução de como era a oficina do Guttenberg. Ao lado da seção com a história das gráficas fica a sala com a evolução do papel (mostra como eles faziam os pergaminhos com a planta de papiro antigamente até como o papel é feito hoje em dia). Seguindo a minha ordem aleatória (na minha opinião você deve visitar um museu sem mapinhas, visite o museu seguindo suas vontades) eu achei um seção bonitinha no museu. Era a seção de brinquedos educativos/contrução. Esta seção contém os diversos tipos de brinquedos que os pais engenheiros dão para os filhos para incentivá-los a se tornarem engenheiros.






Além disso também são interessantes as salas dos intrumentos musicais e a sala do trem em miniatura (eu esperei dar o horário para ver o trem em movimento), mas fora isso, o resto do museu, na minha opinião, não vale a pena (e olha que o museu tem 7 andares, é muitooo grande). O museu tem coisas interessantes, mas é muito para engenheiros (blergh). Eu não fiquei achando que foi uma perda de tempo completa, pois eu fui no dia em que o museu de Egiptologia e a Althe Pinakothek estavam fechados (infelizmente eu não tive tempo para ir em nenhum deles). Depois eu voltei para o hotel e cheguei congelada!! Estava uma chuvinha chata e eu esqueci o guarda-chuva. Tomei um banho quentinho e eu estava tão cansada que nem saí para jantar.
No dia seguinte (terça-feira dia 19/julho) fez um dia completamente diferente. Estava quente e ensolarado!! Eu aproveitei para conhecer mais as partes ao ar livre de München, comecei pelo Zôo, depois eu passeei pela Marienplatz, pela Virktualienmarkt (eu sei que a Hofbrauhaus é ali do lado e não, eu não tomei cerveja lá) mas aproveitei muito o sol, pois eu tinha uma intuiçao de que ele nao ia durar...





domingo, 24 de julho de 2011

Oh Lord, won`t you buy me a Mercedes Benz

Na sexta-feira, dia 15/julho, acordei em Rothenburg, mas não fiquei triste por já ter que partir, pois chegou o dia de seguir para Aalen encontrar as minhas amigas. Tomei meu delicioso café da manhã. O único lado ruim dos cafés da manhã aqui na Alemanha é que ninguém toma leite de manhã (nem leite puro nem leite com achocolatado), nos hotéis sempre só tem chá e café com Kaffeesahne (eu sei que eu tenho falado que eu tomo café com leite de manhã, mas o Kaffeesahne não é bem o nosso leitinho). Voltei para o quarto, arrumei as minhas coisas, paguei a conta do hotel e depois segui para a estação de trem. Peguei um trem na estação de Rothenburg até SC e de lá eu pegaria a conexão para Aalen. E só quando eu cheguei lá é que eu percebi que havia feito besteira. A Bruna combinou de me encontrar na estação de trem de Aalen, e eu disse que chegaria lá às 14h06, mas eu não percebi que 14h06 era o horário que o trem saía de SC. E é lógico que a estação de SC era um ovo sem nenhum ponto de internet ou telefone para eu avisar a Bruna. Como não tinha muito que eu pudesse fazer (também não estava a fim de me aventurar pela vilazinha carregando as minhas malas) eu fiquei 1h30 esperando pelo meu trem (a maioria dos trens na Alemanha saem de hora em hora, alguns trens que são regionais e passam só por vilazinhas pequenos saem a cada 2h, e lógico que o meu trem era um destes). Cheguei em Aalen às 15h06 e encontrei a Bruna, que ficou aliviada em me encontrar (ela chegou na estação só às 14h20 e ficou preocupada achando que eu tinha saído da estação sozinha). Pedi mil desculpas, fiquei morrendo de vergonha da minha distração (ou seria caipirice por não saber olhar um horário de trem?). Deixamos a minha bagagem num armário na estação de trem e aproveitamos para passear um pouco pelo centrinho da cidade (eu tinha dito que Aalen era uma vilazinha de duas ruas, mas na verdade é uma cidadezinha maior; a vila de duas ruas é onde a Jessika está morando). Depois de conhecer o centrinho, voltamos para a estação, pegamos as minhas coisas e tomamos o ônibus até a casa em que a Bruna está morando/trabalhando. Passamos no supermercado para nos abastecermos para o final de semana e a Jessika nos encontrou lá (ela pegou um ônibus na estação de trem que parava na frente do supermercado).
Por sinal, esta foto é para as pessoas pararem de cismar que na Alemanha não tem leite condensado:



Aqui está uma foto do jantar delicioso que a Bruna nos preparou: Pfannkuchen com queijo como prato principal e Pfannkuchen com Nutella de sobremesa (na verdade eu comi Pfannkuchen com chocolate, porque eu não gosto de Nutella).



Não fomos dormir tarde, pois no dia seguinte iríamos acordar muito cedo para ir para Stuttgart. Mas nós três estávamos tão cansadas, que não acordamos às 7h da manhã no dia seguinte. Decidimos dormir mais um pouco e pegar o trem seguinte. Mas como eram 3 moças para tomar banho, se arrumar e tomar café da manhã, nós perdemos o trem das 10h por questão de minutos. Como o trem seguinte sairia dali a 50 minutos decidimos dar mais uma volta no centrinho da cidade. Como sábado é o dia da feira, o centro da cidade estava bem cheio (na verdade estava lotado, pois tinha algum tipo de celebração). A melhor definição veio da Bruna, que disse que era alguma festa maluca, à lá Stars Hollow. Como nós três gostamos de Gilmore Girls, nós começamos a ver várias semelhanças entre Aalen e Stars Hollow. Pegamos o trem para Stuttgart e descemos na estação mais perto ao Mercedes Benz Museum. Estação mais perto, porém não ao lado, ela fica a uns 3km do museu. No caminho passamos pela Mercedes Benz Arena:



E finalmente chegamos ao Museu.



Pegamos uma fila de uns 10-15 minutos, mas para os que não gostam de fila dá para reservar um horário de visita pela internet (quase todos os museus e pontos turísticos da Alemanha possuem este esquema). Lá dentro você pega este elevador futurista, vai para o último andar e segue de cima para baixo.



O museu, para a nossa surpresa, é legal. Tem veículos lindos (principalmente os mais antigos). Mas aqui segue uma dica muito importante para mulheres sobreviverem visitar o museu e não morrer de tédio: não aceitem ir ao museu da Mercedes (ou de qualquer carro) com homens (pai, irmão, namorado, marido, não importa, vá com amigas ou vá sozinha). Por que eu digo isto? O museu é legal de visitar como nós fizemos, entrávamos numa sala, víamos os carros, a gente escolhia o carro mais diferente e ouvia o que o audio guia tinha para dizer e pronto, íamos para outra sala. O museu é muitoooo grande. Mesmo com o nosso esquema de visita ficamos lá 3h (tá, tira uns 30 minutos da lojinha). Mas também nós vimos o museu inteiro (dizem que ao começar você deve decidir se vai seguir o caminho da história dos carros ou da evolução tecnológica, e nós vimos os dois lados).



Não posso ficar falando do museu sem colocar nenhuma foto de carros né? Então aqui vai...











O nosso plano era, na verdade, visitar um museu de arte depois do museu de carros. Mas como começamos o dia tarde, não deu tempo. Depois do museu fomos almoçar. O nosso almoço deu muito pouco de trabalho, pois as meninas haviam me dito que o McDonalds na Alemanha é muito melhor do que o Mc no Brasil. Mas quem disse que a gente achava um McDonalds? Achamos mais fácil encontrar um no centro da cidade, então voltamos a pé para a estação de trem e pegamos um trem urbano para o centro. Quando finalmente achamos um Mc já era 17h. Almoçamos e de repente percebemos que já eram 18h20 e tínhamos que seguir para o Staatstheater (teatro nacional) de Stuttgart, para retirar os nossos ingressos, pois o ballet começava às 19h. [foto da praça central de Stuttgart]



O ballet que nós assistimos é A Dama das Camélias (a história é a mesma da La Traviata, pois ambos se baseiam no livro do Alexandre Dumas). Tanto a Jessika quanto a Bruna nunca tinham assistido um ballet. E eu fiquei um pouco apreensiva, pois este ballet era somente com as músicas para piano do Chopin (normalmente tem uma orquestra inteira tocando, entáo não fica tão parado). As músicas são muito bonitas, mas depois de um dia andando sem parar pelo museu da Mercedes Benz e por Stuttgart, chegamos exaustas ao teatro. Mas as meninas resistiram bravamente e adoraram o ballet. Outro choque foi que todos os alemães estavam vestidos de gala, e nós com roupas normais que usamos no dia inteiro).



Depois do ballet (acabou umas 22h) fomos andando até a estação central de Stuttgart (fica bem perto do teatro). Por sorte não precisamos esperar muito pelo próximo trem para Aalen. Chegamos na estação central e encontramos mais uma cena típica de Stars Hollow: estava tendo uma festa de casamento na pracinha ao lado da estação central de trem (eu não tirei foto, pois achei uma invasão de privacidade). Chegamos na casa pensando tanto em Gilmore Girls (e com um pouco de fome) que decidimos comer. Fizemos pipoca e ficamos assistindo Gilmore Girls até quase 2h da manhã. Fomos dormir e decidimos deixar o domingo meio livre (a gente escolheria para onde ir quando acordássemos). Mas domingo estava chovendo tanto, mas tanto, e estava tão frio, que nós só acordamos às 13h!!! Decidimos que era um dia morto mesmo, então ficamos na cama, vendo tv e fizemos depois um maravilhoso almoço, com Spetzle com molho de champignon, Salsichas com mostarda Thomy e Coca-cola!!



Domingo à noite, infelizmente, chegou o momento de nos separarmos. A Bruna conseguiu uma carona para mim até a Hauptbahnhof de Aalen e depois eu segui para München.
Eu sei que eu estou demorando um pouco para colocar coisas novas no blog, mas semana que vem contarei sobre a minha semana em München e, muito mais importante, sobre Darmstadt com a Priiii!!!!!!!!!!!!
Beijinhos

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rothenburg odT

Quinta, dia 14/julho (ou o dia em que eu descobri que o verão na Alemanha é mais frio do que o inverno no Brasil).
Para quem não sabe, a cidade de Rothenburg é uma cidade que parou no tempo. Enquanto o resto do mundo continuava em mudança ao longo dos anos, Rothenburg foi esquecida depois do século 17 e continuou com sua arquitetura medieval. Até o século 17 Rothenburg era uma cidade riquíssima, e produzia nas suas terras férteis grãos, vegetais, uvas (faziam vinho) e exportavam produtos têxteis para muitos países. Além disso, Rothenburg ficava na beira da única estrada que tinha entre Würzburg e Augsburg, e devido à posição estratégia o comércio cresceu muito naquela região.
Ela é muito bonitinha de se ver, mas é bem geladinha. Ontem quando eu cheguei a temperatura estava bem amena (por volta dos 25 graus Celsius), mas choveu a noite inteira e o tempo esfriou. Lógico que eu só percebi que esfriou quando eu estava tomando café da manhã e via as pessoas andarem na rua todas encapotadas (o meu quarto era super quentinho, uma delícia). Voltei para o quarto para ver se por acaso todos os dias começavam frios e infelizmente descobri que na mesma noite que eu cheguei em Rothenburg também chegou uma frente fria. Durante o dia a temperatura variou entre 14-15 graus Celsius (com sensação de 13-14 porque lá venta muito) e durante a noite ficou nos nada agradáveis 11-12 graus Celsius.







Ela possui um muro que circunda a cidade antiga. Eu comecei meu dia seguindo a dica do tio Afonso, que era circundar a cidade pela muralha. Logo na rua do meu hotel fica uma das torres de observação e nela há uma escada que você pode subir para andar pelo muro. Subi e virei para a direita.







(Como tinham mais pessoas na minha frente, eu tirei todas as fotos olhando para a trás, onde você caminha do muro dá para dentro da cidade)
Fui andando e apreciando a vista até que de repente, não mais que de repente, o muro acaba. Chega-se a uma torre em que você é obrigado a descer por ela, e depois disso tinha um muro mais baixo e não se pode andar em cima dele.
Só no fim do dia eu descobri que só dá para caminhar em 40 por cento do muro que circunda a cidade, pois foi a parte que foi destruída na seguinda guerra mundial e reconstruída anos mais tarde.







(Tá, eu subi só numa parte que não podia para poder tirar esta foto).
Continuei seguindo o caminho do muro e, não muito tempo depois, cheguei novamente na rua do meu hotel (a cidade é super pequenina). Decidi dar umas voltinhas pelo centro da cidade e apreciar as construções antigas de perto.



Apesar de ter tomado um belo café da manhã no hotel, eu estava ficando com fome. Então me sentei em uma mesinha do lado de fora de um restaurante e pedi um belo prato de salsicha (acho que era Bratwurst) com Sauerkraut e ainda não sei por que, mas eu pedi uma cerveja escura. Só tem uma coisa pior do que cerveja clara, e é a cerveja escura.



Depois, conversando com uma senhora americana, soube que ela veio acompanhando um grupo escolar, e que às 14h a banda ia tocar na praça central da cidade. Eles são da cidade de Tennessee e estavam fazendo um tour pela Europa (tocaram na Suíça, Inglaterra, França e Alemanha) e Rothenburg era a última cidade deles. Na verdade são dois grupos, uma banda e um coral. O coral se apresentou às 16h na igreja Franziskaner. Eu até filmei algumas partes, mas o vídeo ficou tão tremido que eu pouparei vocês de o assistirem.

Depois de assistir à banda eu fui ao museu do terror (ou da tortura, já não me lembro mais o nome). Como Rothenburg se tornou uma “cidade livre do império” em 1274, ela pôde ter seu próprio meio de governo (a cidade continuou como súdita do Imperador do Sacro Império Romano Germânico, mas devia explicações somente a ele, e não aos nobres que governavam a região), então eles puderam criar um governo local e, além disso, eles instituíram o tribunal e cadeia locais (além da cidade, 170 vilarejos da região faziam parte da grande-Rothenburg da época). Então é um museu muito interessante, pois conta todo o processo desde acusar alguém, provar que o outro é culpado (muitas vezes não tinham provas suficientes, então eles torturavam as pessoas para que elas confessassem), julgar e punir. O museu começa na câmera de detenção e mostra algumas máquinas de tortura, mas depois fica menos sombrio, pois mostra diversos documentos e conta diversos processos do período entre século 12 e 17 (tá, eu sei que muitas pessoas foram presas e acusadas injustamente, mas tem uns processos bem interessantes e tinha até uma parte que mostrava as punições usadas em sala de aula).


(Algumas fotos da cidade que eu achei que ficaram bem bonitas). Esta é uma das três igrejas da cidade (já não lembro mais qual):


De um lado a cidade faz como se fosse um U, então de uma torre você tem esta vista de outro lado da cidade, com o muro e rodeado pelo vale.




No fim do dia eu fiz um passeio a pé com um guia vestido de vigilante noturno. Foi muito legal. Ele contou coisas muito legais sobre a história de Rothenburg (quem quiser eu conto quando voltar).



Uma coisa legal que ele contou é que, em alguns casarões da cidade, tem umas placas penduradas, que falam que determinado rei ou imperador, quando visitou a cidade (também fala a data) ficou hospedado naquela casa. No caso da placa da foto, o Kaiser Friedrich III ficou hospedado na casa em fevereiro de 1474, por uma semana inteira.


Eu acho que isso é tudo pessoal. Desculpe pela demora, mas eu tirei muitas fotos. Fica difícil selecionar as melhores.




Beijinhos,




Gigi

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Gigis

Coisas que eu tenho em comum com girafas (ou porque eu gosto tanto de girafas)
Como eu, elas são super saudáveis, e adoram uma saladinha...



Mas também aproveitam um dia quente para tomar sorvete...





Elas comem spaghetti como eu...



Elas caminham bastante, mas gostam mesmo de correr...



Apesar de girafas serem sérias, elas adoram brincar com os amigos (esconde-esconde)...



Adoram fazer caretas para as fotos...



São preguiçosas, às vezes tem vontade de ficar deitada o dia inteiro sem fazer nada...



Elas adoram beber água, mas como eu, acham que às vezes dá muito trabalho...



Adoram receber carinho...



E por fim, as girafas também possuem o ditado "a grama do vizinho é mais gostosa"...