sábado, 9 de julho de 2011

Berlin, dia 7/julho

Boa dia!!
Primeiramente eu queria agradecer todos os comentários e sugestões feitos (e também aos pedidos por novas postagens). Vocês fazem com que escrever sobre a minha viagem fique ainda mais divertido. Antes de contar sobre o meu segundo dia em Berlin (dia 7/julho, já não sei mais que dia da semana era) preciso avisar que as imagens todas foram retiradas da internet. Eu fiquei sem câmera devido a problemas organizacionais, tecnológicos e logísticos. Em outras palavras o carregador da bateria sumiu (e não sei porque a minha máquina decidiu não me avisar quanto tempo eu ainda tinha de bateria, então achei que ela continuava carregada).




Eu já acordei exausta do dia anterior e a perspectiva de andar já me desanimava, então eu comprei um “city-tour hop on hop off”. Como tem muitoooo turista em Berlin, existem algumas empresas com ônibus turísticos que fazem toda uma volta pelos pontos mais interessantes da cidade.




Eu comecei o dia fazendo um tour completo (dura mais ou menos 1h40) pela cidade e fiquei impressionada com o quanto eu andei na véspera. Esta foto (tirada pouco antes da máquina morrer) mostra o sistema do audio guia em diversas línguas.




Este é o logo da companhia, mas confesso que só reparei nele quando eu fui subir nos ônibus pela terceira vez.




Desci na Neue Nationalgalerie. É uma galeria com pinturas (e algumas esculturas) do século 20, obras dos movimentos cubismo, expressionismo, surrealismo e bauhaus alemão, com obras de Picasso, Juan Miró e etc. Mas o mais bonito neta galeria é o prédio dela, projetado por Mies van der Rohe e inaugurado em 1968.




Quando eu saí já era quase 14h, então resolvi parar para almoçar numa barraquinha de salsichas (ainda tiro foto de uma para vocês verem como elas são). Eu li no meu guia que a Curry Wurst é um prato típico de Berlin, então eu decidi experimentar (mas sem batata) e achei uma delícia! Gostei muito mais do que a salsicha do dia anterior.



Perto da Neue Nationalgalerie fica a Potsdamer Platz. Esta é uma praça que foi destruída durante a segunda guerra mundial. Como o muro passava por ali, a praça ficou durante muitos anos deserta. Somente após a queda do muro é que a praça valorizou, pois era uma grande área vazia numa região boa e se tornou um centro de prédios. Tem a Sony Tower e o Sony Center, o shopping Arkaden, cinemas (me falaram que lá o cinema 3D é fantástico) e diversos outros prédios comerciais e hotéis. Muitos consideram hoje a Potsdamer Platz um marco da Berlin reunificada e moderna.




Depois eu peguei o ônibus até a ilha dos museus. Eu resolvi que na quinta-feira os museus ficam abertos até mais tarde e conhecer o Neues Museum.É um museu muito grande. Eu cheguei lá eram 16h30 e fiquei até 19h30 (o museu ficava aberto por mais 30 minutos, mas eu estava com dor nas costas então achei melhor ir embora) e não vi tudo, eu pulei as partes da Roma antiga e pré-história (por favor, com isso não desanimem de ir ao museu, é que além de ser um prédio grande, tem 4 andares eu fui bem devagar, parando em todos os objetos e ouvindo tudo o que o audio guia falava).




Eu sei que nem todas as pessoas gostam tanto de museus como eu, mas recomendo a todos que vierem para Berlin passar pelo menos no Neues Museum. Além de ter artefatos egípcios fantásticos (como o busto da Nefertiti) é um museu muito interessante, pois os objetos possuem diversas histórias (você pode ouvir as diferentes histórias pelo audio guia): sobre a época que os objetos foram feitos e qual o significado deles, sobre a descoberta dos artefatos históricos e sobre como os objetos sobreviveram à destruição do museu na segunda guerra mundial (infelizmente alguns objetos sobreviveram ou restam apenas algumas partes) e também histórias sobre o museu original (como ele foi concebido e o que sobreviveu a destruição).
Depois disso peguei o metrô para voltar para o hotel (infelizmente os ônibus de turismo para cedo). Quando o metrô chegou na Potsdamer Platz o motorista anunciou que aquele trem não ia adiante devido à obras na linha, e que tinha que mudar de trem. Mas ele não disse que outra linha tinha que pegar, nem a direção. Então eu fiquei uns 15 minutos na estação de metrô vendo diversos trens chegarem e partirem sem que nenhum deles fosse para a minha direção. Eu fiquei muito irritada com o metrô alemão, que não é nem um pouco acessível para turistas (eles comunicaram tudo falando rapidamente em alemão) e como todas as linhas passam nesta estação no mesmo lado, você precisa saber perfeitamente qual você quer pegar (o que não era o meu caso, pois a linha que vai em direção ao meu hotel é justamente a linha que está em obras). Irritada e perdida eu decidi voltar a pé para o hotel, e comecei a mês desesperar, pois na véspera, durante as minhas caminhadas, eu me perdi justamente quando passei pela Potsdamer Platz. Comecei a caminhar, só pensando na dor nas costas e no meu calcanhar machucado, quando eu vejo a minha salvação: um ponto de táxi. Não tive dúvida, peguei um táxi até o KaDeWe (um shopping de grife) que fica a um quarteirão e meio do meu hotel) e cheguei no hotel feliz e zen.
Ah sim, antes que fiquem pensando mal sobre o metrô alemão eu preciso dizer que a única estação ruim é a de Potsdamer Platz. Todas as outras estações tem mostruários luminosos que indicam quanto tempo falta para o próximo metrô passar, fazem os anunciados em alemão e em inglês e a estação de Gleisdreieck, devido às obras, possui muitas placas indicando que outra linha você tem que pegar para seguir na direção desejada. O ponto ruim dos metrôs alemães é que eu só vi escadas rolantes em uma única estação.
Bom, por hoje é tudo... Vou passear.
Beijos

PS: Esqueci de falar que o contratempo com a câmera é culpa da maldição do Faraó. Em Paris, quando eu fui ao Louvre e tirei muitas fotos dos artefatos egípcios eu sem querer acabei apagando todas as fotos da máquina. Mas como desde então eu aprendi como se faz para recuperar as fotos, então a maldição teve que me deixar sem máquina no dia que eu ia ao museu egípcio de Berlin.

3 comentários:

  1. Filhinha,
    Que bom ler que você não desanimou com o problema da máquina. Compre outro carregador (ou outra máquina, se não encontrar facilmente) mas não perca tempo com isso.
    Continue passeando bastante e aproveitando tudo para depois podermos preparar o roteiro perfeito para 2013, quando estaremos aí juntas!
    Como disse tio Afonso, na volta você vai precisar de férias das férias - prometo que deixo você dormir uma semana!!!
    Não esqueça de passar protetor solar e de tomar muita água (ou coca).
    Desculpe se ontem "surtei". Foi o meu lado "mãe italiana" se manifestando... Prometo focar no "no news, good news" que vovó Ruth sempre nos ensinou!
    Muitos beijos
    Mutti

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  2. É minha sobrinha legítima !

    Em 2003 em viagem a NY, ainda com as torres gêmeas em pé, resolvi no primeiro dia, sem noção do tamanho da coisa, ir a pé ... no segundo dia, ainda exausto achei que dava conta de ir metrô ... que era superconfuso e assustador ... acabei nos geniais ônibus de turismo !

    Depois perdi minha máquina fotográfica na barca para Staten Island ...

    Mas ficou a experiência ímpar de ver as coisas e guardar as imagens na cuca, sem neuras de querer ficar fotografando tudo, para criar albuns de fotografias que afinal veremos apenas algumas vezes.

    Go Maré, go !
    Affonso

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  3. Cuidado com o hop on hop off!!!! Tivemos um problema bruto em NY! Fomos abandonadossss que horror! hahahahaha!

    Amo muito!

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